Crucíferas

Família de dicotiledóneas, também conhecida por Brassicáceas (Brassicaceae), que se distribui por cerca de 419 géneros e cerca de quatro mil espécies. Os exemplares desta família são plantas geralmente herbáceas, podendo ser pequenos arbustos.
As Crucíferas (Cruciferae) são cosmopolitas, encontrando-se em maior diversidade na região do Mediterrâneo, no continente asiático e na América do Norte.
As folhas são, geralmente, alternas e espirais, por vezes em rosetas basais, simples ou compostas, inteiras a serradas e normalmente sem estípulas. As inflorescências são indeterminadas, podendo estar reduzidas a uma só flor. As flores são, normalmente, hermafroditas e actinomorfas. O perianto diferencia-se num cálice com quatro sépalas livres e corola, geralmente, com quatro pétalas livres e frequentemente dispostas em forma de cruz. O androceu é composto, normalmente, por seis estames, dos quais quatro são maiores. O gineceu é bicarpelar, com ovário súpero. Geralmente, apresentam nectários, que se dispõem em torno do ovário e dos estames. O fruto é uma baga ou cápsula, que se abre longitudinalmente em duas valvas separadas por um tabique. Recebe o nome de síliqua quando é pelo menos três vezes mais comprido que largo. Quando não atinge estas dimensões denomina-se siliquela. As sementes dispõem-se numa ou duas fileiras em cada lóculo do fruto.
As espécies de Crucíferas caracterizam-se muito bem pela sua estrutura floral.
É uma família de grande importância económica.
Nesta família encontram-se muitas plantas úteis. Por exemplo: da espécie Brassica oleracea (couve) obtiveram-se imensas variedades conhecidas e utilizadas como alimento dos seres humanos como a couve-galega (Brassica oleracea oleracea), a couve-de-bruxelas (Brassica oleracea gemmifera), a couve-flor (Brassica oleracea botrytis), o repolho (Brassica oleracea capitata), a lombarda (Brassica oleracea sabauda), os brócolos (Brassica oleracea italica), etc.; da espécie Brassica napus obtiveram-se os nabos e a colza, de cujas sementes se extrai um óleo e cujas raízes se comem como os nabos. Também se incluem nesta família os rábanos (Raphanus sativus) e os conhecidos agriões (Rorippa nasturtium-aquaticum), muito ricos em vitaminas e minerais. São frequentemente comidos em saladas, embora se deva vigiar os colhidos em regatos ou ribeiros campestres pois podem transportar parasitas.
Como forragem para o gado utilizam-se algumas raízes, caules e folhas, e muitas vezes os restos das sementes depois da extração do óleo quando não contêm substâncias picantes de espécies de Crucíferas.
Como referenciar: Crucíferas in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-26 21:39:56]. Disponível na Internet: