Culto Imperial em Roma

O imperador em Roma era a figura mais importante de todo o Império, em honra da qual se erigiam um sem fim de monumentos de tipologia variada, desde arcos triunfais a templos (como por exemplo o templo de Vespasiano, em Pompeia), inscrições e estátuas.
Esta tradição iniciou-se com Rómulo, o fundador da cidade de Roma, que integrou o panteão ao lado dos deuses Marte e Júpiter. Aqui se fundou a genealogia imperial, uma vez que se criou a lenda de que Rómulo seria fruto dos amores de Marte e Vénus.
As dinastias dos Flávios e dos Antoninos incrementaram este culto, tendo além disso aposto ao nome das divindades que lhes proporcionavam especial proteção o epíteto de Augusto, como por exemplo Providentia Augusta e Victoria Augusta.
Foi com o imperador Augusto que se iniciou o culto imperial na Hispânia, conforme atestam bastas inscrições e monumentos. Também este imperador estabeleceu a chamada apoteose, cerimónia da divinização dos imperadores romanos.
O culto variava consoante a região e a sua organização, sendo o mais comum que nas províncias mais importantes se efetuasse o culto em cada cidade, e que nas províncias com menos relevo apenas se cultuasse o imperador nos centros urbanos proeminentes.
Com o imperador Tibério a homenagem complexificou-se e surgiram os colégios de sacerdotes (denominados flaminis) e templos votivos.
Na Hispânia o culto à divindade da personagem imperial foi bastante incrementada com o claro objetivo de aculturar e assim assegurar a fidelidade a Roma. Esta homenagem materializou-se em diversos suportes, nomeadamente monumentos votivos e epigráficos, como os encontrados em Bracara Augusta e seus arredores.
Por outro lado, o cristianismo passou a conhecer já a partir dos primeiros séculos uma implantação que se tornou cada vez mais forte, e ao recusar-se a cultuar a divindade absoluta do imperador (sobretudo durante o século I) transformou-se numa ameaça política e civilizacional que redundou nas conhecidas perseguições.
Como referenciar: Porto Editora – Culto Imperial em Roma na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-27 23:51:47]. Disponível em