Cultura Urbana (Roma)

A civilização romana caracterizou-se na sua vertente artística, concretamente na que diz respeito ao urbanismo, pela transformação de modelos gregos e etruscos de características mais pitorescas em estruturas funcionais, eminentemente práticas em detrimento, muitas vezes, da estética. De facto, recorde-se que muitos historiadores apodam os gregos de artistas e os romanos de engenheiros. Sendo as cidades, especialmente Roma, superpovoadas, tornava-se necessária uma organização urbanística eficaz para garantir a distribuição de água através dos aquedutos, a recolha das águas residuais, o funcionamento das latrinas públicas, dos banhos públicos, das fontes públicas e das termas e a drenagem das zonas propícias a inundações. Observando exemplos práticos, vimos que após o incêndio que Roma sofreu no ano de 64, sob o governo de Nero, foram tomadas medidas que previssem catástrofes do género, como a eliminação de paredes comuns, a descida da cota dos edifícios, a construção em pedra, a colocação de colunatas nas fachadas, divisões mais espaçosas nas casas (que tinham agora fachadas regulares) e o aumento da largura das ruas. Todas estas infraestruturas tinham, por inerência e de uma forma ou de outra, condicionantes ao desenvolvimento estético.
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