D'Aquém e d'Além Morte

Coletânea de contos de Jaime Cortesão, editada pelas edições da Renascença Portuguesa, em 1913, refletindo, na inspiração e visionarismo históricos; no apelo pelo mistério, aqui cruzado com o terror e com o fantástico; no amor à cultura e lugares nacionais, traços da estética saudosista, a que explicitamente alude quando, num dos contos, o narrador, fascinado diante do templo de S. Marco, vê nele um "dôce abrigo de Saudade para a [...] Alma!" (p. 65); ou quando afirma que o valor da escrita reside em "arrancar a tudo o que a vida nos oferece a sua epiderme de contingência para deixar em carne viva a misteriosa profundidade latente" (p. 8). A coletânea termina com o poema "Senhôr Daquem e Dalem", composição cujo sujeito lírico é um proscrito nobre herdeiro da grande raça e que confirma a omnipresença da Morte como fio condutor de todo o volume.
Como referenciar: Porto Editora – D'Aquém e d'Além Morte na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-12-06 00:37:15]. Disponível em