D. Diogo

Nascido cerca de 1461, foi 3.º duque de Beja (após a morte do seu irmão D. João) e 4.º duque de Viseu. Era filho do 2.º duque de Viseu, o infante D. Fernando, e da infanta D. Beatriz.
Teve um filho, D. Afonso, da duquesa de Villahermosa, D. Leonor de Sotomaior, enquanto esteve refém em Espanha na paz das Alcáçovas.
Foi condestável do reino e governador da Ordem de Cristo. D. Diogo teve, no entanto, aspirações que lhe foram fatais: julgou-se melhor pretendente ao trono que o filho do seu primo D. João II, D. Afonso. Aliou-se então ao duque de Bragança, confluindo o seu descontentamento no facto de a política controladora do rei limitar os poderes da nobreza. O duque de Bragança acabou por ser decepado em Évora, enquanto que D. Diogo escapou na altura com uma reprimenda, apenas por ser muito novo e irmão da rainha. Contudo, o duque pensou que estaria permanentemente a salvo pelas ditas razões, e foi participando em conspirações com a nobreza e o clero para assassinar D. João II.
O duque de Beja acaba por morrer às mãos do Príncipe Perfeito, que saturado de tanta traição o apunhala a 23 de agosto de 1484 na casa do guarda-roupa do palácio de Setúbal.
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