D. Duarte (1605-1649)

Nasceu em Vila Viçosa a 30 de março de 1605, tornando-se infante de Portugal por ser irmão de D. João IV.
Estudou Humanidades, e casou-se em 1635, por procuração, uma vez que se encontrava na Alemanha na altura, com uma dama da corte, D. Maria Lara de Meneses. No entanto, teve um filho com esta senhora em 1632, D. Manuel Álvaro Velho.
Foi em 1634 para Castela (devido à antipatia que D. Luísa de Gusmão nutria por ele, dadas as relações com D. Maria de Meneses), depois para Itália, para o Tirol e para a Áustria. Uma vez em Viena prestou serviços ao imperador Francisco II, combatendo na Guerra dos Trinta Anos, tendo sido recompensado pela sua bravura com o posto de sargento geral de batalha. Além disso, foi também general de artilharia e coronel do Regimento da Banda Negra, tendo participado em inúmeras campanhas.
Voltou a Portugal por volta de 1638, onde alguns independentistas tentaram torná-lo chefe da rebelião, dado o pouco interesse do futuro D. João IV. No entanto, D. Duarte não esteve de acordo e voltou à Alemanha. Quando em 1640 se deu a revolta, o ministro de Filipe III em Viena, D. Francisco de Melo, que representava a Espanha na Áustria e na Alemanha, recebeu ordem de aprisionar D. Duarte. Este tinha, entretanto, ido para Ratisbona (Alemanha), o que lhe salvou a vida durante um breve período de tempo. Tendo chegado à dita cidade foi finalmente preso, indo parar às propriedades que pertenciam ao rei castelhano em Itália. Uma vez ali, foi entregue ao embaixador espanhol, em 1642. Acabou por falecer a 3 de setembro de 1649, na prisão da fortaleza de Rochetta, onde tinha estado preso durante oito anos.
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