D. Mécia Lopes de Haro

Mulher do rei D. Sancho II, nasceu por volta de 1209 em Palência, Espanha. Era neta do rei Afonso IX de Leão (pela parte da sua mãe, filha ilegítima) e filha do senhor de Biscaia, Lopo Dias de Haro (o Cabeça Brava), e de sua mulher D. Urraca Afonso.
Antes de se casar com o rei, cerca de 1245, enviuvou cerca de 1240 de D. Álvaro Peres de Castro, com quem se tinha casado em 1227. Conta a lenda que enquanto este se encontrava numa campanha e tendo o castelo de sua pertença perto de Córdova sido cercado por mouros, D. Mécia e as demais mulheres envergaram armaduras para desvanecer o seu desejo de arremetida.
Foi sequestrada em Coimbra por D. Afonso, irmão de D. Sancho II, e pelos seus aliados (entre os quais Raimundo Viegas Portocarrero), para tentar evitar descendência legítima com prioridade no acesso ao trono. A verdade é que desagradou em geral o casamento do rei com uma senhora que se dizia ser manipuladora, de rango social mais baixo e viúva de um súbdito. Além disso, D. Mécia recompensava aqueles que tinham apoiado o seu casamento com o rei encobrindo todas as maldades que estes faziam. Foi também a primeira rainha de Portugal a usar selos pendentes nos documentos oficiais, o que atesta o poder que alcançou.
Por estas razões, foi D. Sancho II deposto em 1245.
Em 1246 D. Sancho ataca Ourém, onde D. Mécia estava retida. Os esforços foram no entanto infrutíferos, acabando por se retirar a rainha para Castela até falecer, cerca de 1271, na sua cidade natal. Encontra-se sepultada no mosteiro de Santa Maria de Nájera.
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