D. Pedro II, imperador do Brasil

D. Pedro II era filho de D. Pedro IV de Portugal, o imperador D. Pedro I do Brasil, e de D. Maria Leopoldina. Nasceu em 1825 e faleceu em 1891.
Seu pai foi obrigado, pelas forças liberais, a abdicar a seu favor, em 1831. Enquanto não atingia a maioridade, ficou responsável pela sua educação José Bonifácio de Andrada e Silva, até 1833. A partir desta data, a responsabilidade passou para o marquês de Itanhaém. Nesta época, o Brasil foi governado por várias regências.
A 23 de julho de 1840, após um período de grande agitação política, D. Pedro foi proclamado maior e coroado. Em 1843 casou-se, por procuração, com a princesa Teresa Cristina de Bourbon. Durante o seu reinado viajou pela Europa e pelos Estados Unidos da América, onde assistiu à exposição de Filadélfia em 1876. Viajou também pelo continente africano, demorando-se sobretudo no Egito. Durante as suas ausências, a princesa imperial D. Isabel assumia a regência. Foi neste contexto que, em 1888, a princesa declarou extinta a escravatura no Brasil.
D. Pedro sobressaiu pelo seu amor às artes e às ciências, às quais dedicava mais tempo do que à política. Protegia e patrocinava os estudos àqueles que buscavam aperfeiçoamento artístico na Europa. Quando foi implantada a República no Brasil, em 1889, encontrava-se doente e estava já desligado da vida política.
A revogação, em 1920, da lei que bania a família imperial fez com que, anos mais tarde, os restos mortais do imperador e da sua esposa fossem transferidos do Panteão de S. Vicente de Fora, em Lisboa, para a catedral da cidade de Petrópolis, onde atualmente se encontram.
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