D. Urraca

Rainha de Leão e Castela, D. Urraca nasceu em 1081.

Casou com D. Raimundo, de origem borgonhesa, muito nova ainda, no ano de 1090. Ao casal ficou a pertencer o condado da Galiza. Foi deste condado, que então compreendia grande parte do território atualmente português, que se separou mais tarde o Condado Portucalense.
Em 1109, D. Urraca sucedeu no trono de Leão e Castela a seu pai, D. Afonso VI. Após a morte de D. Raimundo, casou com o rei aragonês, Afonso I, mas desentendimentos vários impediram a união dos reinos, que só seria realizada pelos Reis Católicos. Assim, o reinado de D. Urraca foi um período conturbado, marcado por grande tensão política e mesmo militar entre a própria, o seu segundo marido e Afonso Raimundes, filho de D. Raimundo.

As tensões alargaram-se mesmo ao alto clero (que reprovava a aliança de Urraca com Afonso, por causa do grau de parentesco de ambos - o papa, aliás, viria a anular o casamento) e à alta nobreza (que ora aparecia dividida em fações que apoiavam os vários rivais pelo poder, ora se preocupava em defender interesses próprios, perante a ausência de um poder real consolidado). Os desenvolvimentos redundaram numa guerra civil prolongada, cujos pormenores são ainda mal conhecidos pelos historiadores.

O decurso problemático do reinado de D. Urraca permitiu que, a pouco e pouco, o Condado Portucalense se fosse libertando dos seus laços de dependência. Após a morte de D. Urraca em 1126, acabou por ser Afonso Raimundes a ascender ao trono de Leão e Castela.
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