Daguerre

Cenógrafo francês, Louis Jaques Mandé Daguerre nasceu a 18 de novembro de 1787, em Corneilles-en-Parisis, e morreu a 10 de julho de 1851, em Bry-sur-Marbe. Nos princípios do século XIX, foi um pintor cujos motivos se centravam, essencialmente, em panoramas e em décors. Foi aprendiz de arquiteto e estudou cenografia. Em 1816 torna-se cenógrafo teatral e cria o diorama, forma de espetáculo que consistia em complicados jogos de luzes conjugados com o movimento de vários cenários. O diorama conheceu tal sucesso que Daguerre abriu uma segunda sala de espetáculos em Londres em 1823.
Daguerre torna-se uma personagem da vida pública parisiense e a sua popularidade chega à província onde vivia Nicéphore Niepce. Juntos encetaram uma série de experiências químicas e óticas - fruto dessas experiências surgiu a primeira imagem fotográfica convencional - que os leva a associarem-se em 1829.
Apesar da morte de Niepce, em 1833, Daguerre partilha com os filhos deste as honras e os lucros da sua grande invenção o daguerreótipo (1838), um processo químico que permitia obter uma imagem fotográfica sobre um suporte metálico. Houve, nesta época, uma grande disputa entre o processo francês, daguerreótipo, e o processo inglês criado por Fox Talbot, o talbótipo, ou calotipia.
Daguerre retira-se para Bry-sur-Marne onde aperfeiçoa o seu processo melhorando a estabilidade da imagem e diminuindo o tempo de exposição, permitindo assim realizar retratos.
Veio a falecer na sua terra natal, Bry-sur-Marne, em 1851.
É considerado juntamente com Fox Talbot, Nicephore Niepce e H. Bayard um dos pais da fotografia.
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