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David ""Chim"" Seymour
Fotógrafo norte-americano, David "Chim" Seymour nasceu a 20 de novembro de 1911, em Varsóvia, na Polónia. Estudou sempre com o objetivo de se tornar músico, descobrindo mais tarde que esta não era a sua vocação. O pai, um importante editor judeu, ajudou-o de imediato. Chim saiu de casa e foi para a Alemanha estudar na Akademie der Graphischen und Küenste (Academia de Gráfica e Artes), uma das melhores escolas na arte de produzir livros. Especializou-se nas novas técnicas de impressão a cores, apropriadas para a reprodução de pinturas em livros, conhecimentos que viriam a ser muito úteis para o desenvolvimento do negócio de família.
Em 1932 regressou à Polónia, um país que se encontrava financeiramente estagnado e onde as tendências fascistas estavam a aumentar. No mesmo ano, mudou-se para Paris e inscreveu-se num curso avançado de Física e Química na Universidade de Sorbonne. Inicialmente ainda contou com a ajuda financeira do pai, mas não querendo mais representar um fardo para a família, optou por ganhar a vida. David Rappaport, um amigo da família em Paris, possuía uma agência de fotografia pioneira, a "Rap", responsável pelo fornecimento de fotografias a editores, a revistas e jornais. Foi ele que emprestou a Chim uma câmara de 35 mm, sugerindo-lhe que tentasse tirar fotografias que pudessem ser aproveitadas para a agência. Começou a tirar fotografias nas ruas, sem qualquer tipo de experiência, aprendendo a lidar com esta nova forma de ganhar a vida. Como dominava várias línguas, a sua carreira de fotógrafo iniciou-se sem grandes dificuldades.
Em 1933 estava a ser preparado o lançamento de uma nova revista em Paris, a Regards. Foi a oportunidade para Chim trabalhar como freelancer. Foi nesta altura que escolheu "Chim" como abreviatura do seu nome para assinar os seus trabalhos como fotógrafo. Durante a década de 30, partilhou um estúdio em Paris, onde revelava filmes num armário. Quando Robert Capa foi a Paris, Chim ainda trabalhava na Regards como fotógrafo. Os dois encontraram-se num café e, apesar de possuírem personalidades muito diferentes, tornaram-se amigos inseparáveis.
Durante os primeiros meses de 1936 iniciou-se uma grande agitação política na Europa. Juntamente com Robert Capa, Chim cobriu os acontecimentos que se iam sucedendo, como o levantamento da frente popular em Espanha, a coligação dos liberais da classe média, as manifestações políticas, a classe trabalhadora, os assassínios, a vandalização das igrejas, entre muitos outros. Em julho desse ano rebentou a guerra civil espanhola, com a tomada de controlo do exército espanhol por parte do general Franco. As suas fotografias deste conflito transformaram-no num dos melhores fotojornalistas da época. Depois da guerra, e em colaboração com vários fotógrafos, fundou a famosa agência Magnum.
Nos seus melhores trabalhos podem ver-se crianças órfãs agitadas, assustadas e zangadas. São fotografias com uma grande carga expressiva e sentimental.
Chim foi assassinado por um atirador egípcio, a 10 de novembro de 1956, quando cobria o conflito no canal Suez.
Como referenciar: David ""Chim"" Seymour in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2017. [consult. 2017-03-25 07:49:30]. Disponível na Internet: