David Raskin

Compositor norte-americano nascido a 4 de agosto de 1912, em Filadélfia, filho do dono de uma loja de instrumentos musicais, e falecido a 9 de agosto de 2004, em Los Angeles.
David Raskin desde criança estudou piano, enquanto o pai o ensinava a tocar instrumentos de sopro - o seu pai também compunha e orquestrava músicas durante a apresentação de filmes mudos. Aos 12 anos já tinha uma banda própria de música de dança e estudava composição sozinho. Estudou na Universidade da Pensilvânia, tendo sido aluno de Arnold Schoenberg.
Depois de se formar foi viver para Nova Iorque onde trabalhou como músico na rádio, nos teatros da Broadway e para diversas editoras. Em 1935 mudou-se para Hollywood para compor a banda sonora do filme de Charlie Chaplin Modern Times (Tempos Modernos) em parceria com o próprio ator/realizador. Até final da década de 30 trabalhou na composição de cerca de 50 bandas sonoras de filmes, embora o seu nome raramente aparecesse na ficha técnica. A exceção aconteceu em 1939 numa película sobre Sherlock Holmes. Por ser um compositor vanguardista para a época foi contratado para musicar filmes de terror de baixo orçamento.
O seu trabalho mais conhecido foi feito em 1944 para o filme Laura, de Otto Preminger. O tema principal da banda sonora, também intitulado "Laura", tinha letra de Johnny Mercer e tornou-se num grande êxito de vendas. A canção já foi gravada mais de 400 vezes por músicos diferentes.
Em 1947 o seu trabalho para o filme Forever Amber, também de Otto Preminger, foi nomeado para um Óscar de melhor banda sonora pela Academia de Hollywood, assim como Separate Tables, de 1958. Em nenhum dos casos ganhou o Óscar.
Entretanto, em 1951, por causa de uma ligação ao Partido Comunista na década de 30, foi chamado ao Comité de Atividade Anti-Americanas. Acabou por denunciar onze pessoas que ou já tinham morrido ou tinham sido reveladas. Em 1997 confessou ter-se arrependido do que fez, mas disse ter sido torturado.
Em 1983 compôs os temas que integraram o filme The Day After (O Dia Seguinte), um grande sucesso da época que retratava o que poderia acontecer em caso de uma guerra nuclear.
Compôs ao longo da sua carreira bandas sonoras de mais de 170 filmes ou série televisivas e também peças que foram interpretadas pela Filarmónica de Nova Iorque e pela Orquestra Sinfónica de Londres.
Foi ainda professor de composição de música para filmes na Universidade da Califórnia.
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