Declínio de Micenas

Situada no Peloponeso, Micenas foi ao longo de muito tempo o centro de uma civilização brilhante, obra dos Aqueus, cujo reflexo se estendeu pela Grécia antiga. Atingiu o seu apogeu na época de Agamémnon e da Guerra de Troia. Os Micénicos estenderam a sua influência à Grécia, impondo os seus costumes e a sua arte e exerceram durante mais de três séculos a sua hegemonia sobre grande parte da Grécia e do Egeu, arruinando a civilização minoica (1450-1400 a. C.).
Depois de um tão longo período de domínio, ocorreria a destruição do mundo micénico nos finais do século XIII e início do século XII a. C.
A razão para a queda desta civilização tenta explicar-se através de duas vias: uma aponta para que a ameaça aos Micénicos terá vindo de um inimigo exterior - os Dórios ou Povos do Mar que atacavam o Oriente no fim do século XIII - e a outra faz dever a dilaceração às dissenções internas e entre os reinos. Micenas foi totalmente destruída cerca de 1125 a. C. através da ação invasora dos Povos do Mar, que travou e aniquilou as redes comerciais que Micenas estabeleceu no Próximo Oriente, indispensáveis para a continuidade do progresso da civilização. Crê-se também que o afluxo de enormes riquezas a Micenas provocou o afrouxamento das qualidades viris que sempre foram apanágio desta civilização.
Após a invasão dos Dórios, Micenas tornou-se uma ruína, preciosa nos tempos atuais para o estudo da civilização através da pesquisa arqueológica.
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