Delfos

Cidade da Grécia Antiga onde se encontrava o oráculo do Deus Apolo, no monte Parnasso, em Fócia (hoje departamento de Fokis).
Esta região era considerada pelos Gregos do período clássico como sendo o centro da Terra, onde tinha existido um oráculo da deusa Gaia (Gaea?). Segundo a lenda, esta terá sido expulsa por Apolo, que desde então passou a partilhar o santuário com o deus Dionísio. Os sacerdotes de Delfos desenvolveram um ritual, centrado à volta de Pítia, a Pitonisa, principal sacerdotisa. As suas palavras eram consideradas como sendo as de Apolo, e o seu oráculo muito procurado para consultas privadas e oficiais. A via sacra que conduzia até ao templo era delineada por estruturas construídas para receber as oferendas das cidades-estados gregas.
A cidade de Delfos era inicialmente uma dependência da cidade de Crisa na Fócia. Mas quando esta se juntou à Liga Anfictiónica (Amphityonic), que tinha como principal objetivo proteger o templo de Apolo em Delfos e o patrocínio dos Jogos Pítios, celebrados bem perto de Delfos, começaram os problemas. Quando a Fócia impôs um tributo sobre os peregrinos do oráculo, a Liga destruiu Crisa na Primeira das Guerras Sagradas (595 a. C.). Em 480 a. C. a tomada de Delfos pelos Persas falhou devido a um tremor de terra, o qual foi atribuído a Apolo. Os fócios tomaram Delfos e apoderaram-se do seu tesouro em 356 a. C., mas foram derrotados em 346 a. C. pelo rei Filipe II da Macedónia na Segunda Guerra Sagrada. Da Fócia (ou Foceia) partiram também os colonos que fundaram Marselha (Massália), no Sul da Gália (França).
No final do século IV a. C. a Liga Eatoliana, uma federação de Estados gregos do distrito da Eatólia, controlava Delfos. A riqueza da cidade fez dela alvo de constantes ataques, incluindo uma incursão dos gauleses em 279 a. C.
Após a conquista da Grécia pelos Romanos, e em particular com a posterior difusão do cristianismo, o poder de Delfos entrou em decadência. Muitos dos seus tesouros artísticos foram confiscados pelos romanos. O imperador Nero transportou para Roma 500 estátuas. O oráculo, no entanto, manteve-se até 390 d. C., data em que foi encerrado pelo imperador romano-bizantino Teodósio I.
A estação arqueológica de Delfos foi classificada Património Mundial pela UNESCO.
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