desmoronamentos

Desmoronamentos são quedas, naturais ou provocadas pelos humanos, por vezes catastróficas, de terras ou grandes volumes de rochas que, deslocando-se de locais mais elevados, se acumulam no sopé dos relevos.
Para que ocorram desmoronamentos é necessário que o declive seja suficientemente acentuado e que os mecanismos de alteração e meteorização, assim como o estado da rocha existente na vertente, estejam em condições de originar clastos e blocos mais ou menos volumosos.
A desagregação dos blocos ocorre, na maior parte dos casos, em consequência das diferentes descontinuidades do maciço rochoso, planos de estratificação, diaclase, fraturas, etc. mais do que devido à abundância e densidade do material rochoso. Estas condições, adicionadas às da orientação do material rochoso em relação ao declive da encosta, condicionam a frequência dos desmoronamentos e o tamanho do material que se despenha. Um fator, também, determinante é o climático. São os ambientes em que predomina a meteorização química sobre a alteração mecânica os mais propícios ao desenvolvimento de desmoronamentos rochosos.
Em consequência dos desmoronamentos a base do declive da encosta é, em muitos casos, coberta pelo material caído sobre ela, constituindo o que se denomina por talude de desmoronamentos gravíticos, cuja inclinação máxima teórica possível é a da estabilidade do atrito interno dos materiais depositados.
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