Dinastia Antonina (96 d. C.-192 d. C.)

Esta dinastia compreende os imperadores que constituíram a terceira dinastia imperial romana: Nerva (96 d. C.-98 d. C.), Trajano (98 d. C.-117 d. C.), Adriano (117 d. C.-138 d. C.), Antonino Pio (138 d. C.- 161 d. C.), Marco Aurélio (161 d. C.- 180 d. C.), Lúcio Vero (161 d. C.-169 d. C.) e Cómodo (176 d. C.-192 d. C.). Marco Coccio Nerva, por muitos considerado o primeiro dos imperadores Antoninos, nasceu em 26 d. C., originário do meio senatorial, tendo sido duas vezes cônsul. Em 96 d. C., foi chamado ao poder pelos revoltosos que haviam assassinado Domiciano. Foi um imperador benevolente mas considerado de simples transição, que morreu em janeiro de 98 d. C. Marco Úlpio Trajano, nascido em 53 d. C., foi adotado por Nerva que o nomeou seu sucessor. Até aqui havia prestado serviço como tribuno militar, magistrado e cônsul. Trajano demonstrou uma grande preocupação com a segurança do Império, tendo o seu reinado sido caracterizado por um certo liberalismo e marcado por uma longa sucessão de guerras (contra os Dácios: 101 d. C.- 102 d. C.; e contra os Partos: 113 d. C.-117 d. C.). Resgatou o Império de uma crise financeira, foi o responsável pela construção do maior fórum de Roma, pela construção de inúmeros mercados com o seu nome e pela criação das províncias da Dácia, da Arábia, da Mesopotâmia, da Assíria e da Arménia. Com Trajano o Império atinge a sua extensão máxima. Morreu doente a 11 de abril de 77 d. C., sucedendo-lhe Adriano. Públio Hélio Adriano nasceu a 24 de janeiro de 76 e foi adotado por Trajano, tendo casado com a sua sobrinha Sabina. O seu reinado foi caracterizado por uma dupla preocupação: assegurar a paz e completar a organização do Império. Deste modo, substitui a política ofensiva de Trajano por uma política defensiva e abandona as conquistas para lá do Eufrates. Foi um grande administrador, que alcançou os seus objetivos por meio de uma inquestionável diplomacia, mas foi também o responsável pela evolução, do Império, em direção a um Estado absolutista. Morreu em 138 d. C. depois de ter adotado e designado Antonino como seu sucessor, no mesmo ano. Tito Aurélio Fúlvio Boionio Antonino nasceu a 19 de setembro de 86 d. C. Foi cônsul e designado procônsul da Ásia, por Adriano, em 120 d. C. Manifestou-se, durante o seu reinado, preocupado com a pacificação das fronteiras e foi o responsável pelo desenvolvimento da assistência pública. Obteve, pela sua política, o apoio do Senado que o apelidou de Pio. Antonino morreu em 161 d. C., deixando um Império pacificado e próspero. Marco Aurélio Antonino nasceu a 26 de abril de 121 d. C. e foi adotado, pelo futuro Antonino o Pio, a 1 de janeiro de 138 d. C. O grande imperador filósofo, homem de grande sabedoria e bom senso político, revelou-se favorável ao Senado, remetendo-lhe parte dos seus privilégios. O seu reinado foi assolado por catástrofes e guerras (contra os Partos: 165; contra os Quados e Marcomanos: 174; e contra os Germanos: 176) mas Marco Aurélio ficou na História como um imperador inteligente, sensível e culto. Morreu em Viena a 17 de março de 180 d. C. Marco Aurélio Cómodo Antonino, filho de Marco Aurélio, nasceu a 31 de agosto de 161 d. C. e foi proclamado Imperador pelo Senado, após a morte de seu pai. O seu reinado foi caracterizado como um período de terror e conspirações e ficou conhecido como um imperador de carácter débil e facilmente influenciável. Cómodo não herdou a sabedoria e bom senso político de seu pai e cometeu alguns erros estratégicos e militares, durante o seu reinado. Foi assassinado a 31 de dezembro de 192 d. C., numa escola de gladiadores, terminando com ele a Dinastia dos Antoninos. Se por um lado, com a Dinastia dos Antoninos, durante um século foi possível assistir à circunstância excecional de uma sucessão pacífica de seis imperadores, por outro lado não era possível assistir a um clima de semelhante paz e segurança nas fronteiras. Este período marcado por figuras admiráveis, como Marco Aurélio, o imperador filósofo, fez já prever a crise e o drama que caracterizariam o Baixo Império.
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