Dinastia Aqueménida

Em 550, Ciro II revolta-se contra o rei dos Medos, Astíages, apodera-se do seu império e funda uma dinastia, composta por descendentes do persa Aquémenes, seu trisavô. Todos os reis da Pérsia se reclamam desta linhagem, afirmando-se firmemente como aqueménidas.
Comandante de um notável exército, composto por cavaleiros, archeiros e lanceiros, Ciro completa a conquista do Oriente com a submissão do Estado da Babilónia em 539 a. C. Cria as primeiras satrápias e dota de autonomia as províncias mais evoluídas do Império (a Babilónia, por exemplo).
Príncipe clemente e tolerante, permite o regresso dos judeus exilados na Babilónia à sua terra natal, a Judeia, em 538 a. C., restituindo também ao Templo de Jerusalém todo o recheio pilhado por Nabucodonosor. Dário I, seu sucessor, multiplica as satrápias, nelas colocando pessoal originário do planalto iraniano, coração da Pérsia. O seu poder foi adquirido à custa de sete famílias da alta nobreza persa, às quais concedeu privilégios hereditários. A usurpação destes causará a insurreição em inúmeras províncias. Porém, Dário, rapidamente e em força, atinge os focos sublevados e ao fim de catorze meses tem a situação controlada.
Seu filho Xerxes I (486-465 a. C.) foi um homem de grande energia e capacidades, rechaçando levantamentos no Egito (486 a. C.) e na Babilónia (482 a. C.), apesar de vir a ser derrotado pelas cidades gregas em 480 a. C.
Perante a poderosa aristocracia, especificamente das satrápias, seriam necessários reis sempre em campanha para garantir a coesão deste imenso império, que lentamente decaiu e não sobreviveu a Alexandre Magno.
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