Diogo Pacheco de Amorim

Professor e político português, Diogo Pacheco de Amorim nasceu a 7 de novembro de 1888, em Troviscoso, no concelho de Monção, no distrito de Viana do Castelo.
Fez os estudos primários e secundários em Monção e Braga. Desiludido com o exército, desistiu de fazer o curso de Engenharia Militar e licenciou-se na Faculdade de Matemática da Universidade de Coimbra, com as mais altas classificações. Em 1912, colaborou para a revista Imparcial, órgão de comunicação do movimento social-cristão. A 8 de dezembro de 1912, foi fundado o Centro Académico de Democracia Cristã, que teve como antecessor o Centro Nacional Académico (1901), e para o qual cooperou, juntamente com outras figuras de destaque, como Gonçalves Cerejeira, António Oliveira Salazar e Carneiro Mesquita.
Em 1914, apresentou a tese de doutoramento, Elementos de Cálculo das Probabilidades, na qual tentou resolver o sexto problema levantado por Hilbert no Congresso Mundial de Matemática (1900), em Paris. Em 1919, foi nomeado professor catedrático da Faculdade de Matemática, em Coimbra.
Profundamente católico, Diogo Pacheco de Amorim começou a sua carreira política no Centro Católico e, em 1919, durante a Primeira República, foi eleito deputado por Covilhã. No regime salazarista, foi deputado na Assembleia Nacional, nas legislativas de 1935-1938 e de 1945-1949. Devido a divergências internas políticas, o deputado abandonou a atividade e dedicou-se à vida académica. Renovou o ensino da Análise Mecânica, do Cálculo Operacional e da Econometria. Para além disso, interessou-se por política económica, história, filosofia e religião, mas os seus trabalhos, na sua maioria não publicados, encontram-se dispersos e de difícil acesso.
Diogo Pacheco de Amorim faleceu a 10 de fevereiro de 1976, em Coimbra.
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