divergência (geologia)

É o fenómeno que ocorre na região onde as placas tectónicas, rígidas, se separam, tipificada pelos riftes medioceânicos. A divergência é também designada, por alguns autores, por centro de expansão.

Muitas das zonas de divergência, onde ocorre a separação das placas, estão situadas nas cristas das cordilheiras oceânicas. À medida que se formam as fraturas que possibilitam a divergência, são imediatamente preenchidas por material em fusão que ascende da astenosfera. Este material consolida lentamente, produzindo uma porção nova do fundo oceânico. Desta maneira, sucessivas separações e injeções de magma formam nova crosta oceânica entre as placas divergentes.

Este mecanismo, que originou os fundos do Oceano Atlântico durante os últimos 165 milhões de anos, é também chamado expansão dos fundos oceânicos.

A taxa de velocidade da divergência das placas está estimada em entre 2 e 10 centímetros por ano, podendo considerar-se como média 6 centímetros por ano. Sempre que novas rochas são adicionadas ocorre o afastamento das placas divergentes. O valor da taxa de crescimento dos fundos oceânicos é duas vezes o da taxa de expansão.

Quando a divergência ocorre nos continentes, estes podem fundir-se em segmentos mais pequenos. A fragmentação de um continente está associada à ascensão de magmas. O efeito desta atividade gera a formação de falhas que, deslocando-se lateralmente, originam vales denominados vales de rifte (rift valleys), como acontece no leste do continente africano. Estes são acompanhados por atividade vulcânica, exemplificada pela presença de montanhas vulcânicas como o Quilimanjaro e o Monte Quénia.


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