Dois Dramas. Os Lázaros. Eva

Volume que reúne os dramas em cinco atos Os Lázaros (representado pela primeira vez no Teatro do Ginásio do Rio de Janeiro, em novembro de 1877) e Eva (representado pela primeira vez no Teatro de D. Maria II, em 20-11-1887). No prólogo ao primeiro drama, o autor relaciona a sua obra com a peça Os Lazaristas, da autoria do seu amigo António Enes (recebida com escândalo no Brasil), da qual retoma o tom anticlerical, e considera-a subordinada a "umas preocupações de positivismo"; a ação decorre em França, por volta de 1870, e a crítica dirige-se aqui não propriamente aos jesuítas, mas mais diretamente aos tipos sociais que consentem e beneficiam da sua existência perniciosa. No prólogo ao segundo drama, Lino de Assunção dirige-se diretamente "aos críticos", num texto doutrinário onde procura justificar as "inverosimilhanças da ação e contrassensos nos caracteres", defendendo a não aplicação estreita dos pressupostos naturalistas: "a vida real tem outras determinantes e outros impulsos que não só o temperamento ou as necessidades fisiológicas"; a ação desenrola-se em Lisboa, na atualidade, centrando-se em Eva, esposa adúltera e má mãe, que se regenera no final, já moribunda.
Como referenciar: Dois Dramas. Os Lázaros. Eva in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-06-17 08:22:38]. Disponível na Internet: