Dórdio Gomes

Pintor português, Dórdio Gomes nasceu em 1890, em Arraiolos, e morreu em 1976, no Porto. A sua formação académica, levada a cabo na Escola de Belas-Artes de Lisboa, foi completada com uma estadia em Paris, para onde parte como bolseiro, em 1910, com o escultor Francisco Franco. Foi discípulo de Veloso Salgado, de Jean-Paul Laurens e de Ferdinand Cormes.
Entre 1921 e 1926, viaja por vários países europeus, tendo particularmente estudado a pintura renascentista italiana. Em Paris, toma contacto com a obra de Paul Cézanne, que marcou fortemente a sua pintura inicial. A acentuação de planos e volumes na representação da paisagem, associada a uma pincelada e cromatismo de cariz expressionista, está bem patente em toda a sua primeira obra, particularmente na pintura Cavalos, realizada em plenos anos 20.
Estas influências marcam a sua apresentação na exposição dos Cinco Independentes (em conjunto com os artistas Henrique Franco, Alfredo Miguéis, Francisco Franco e Diogo de Macedo), levada a cabo na Sociedade Nacional de Belas-Artes em 1923. A paisagem alentejana domina tematicamente a sua produção artística desde meados da década de 20. Desenvolveu paralelamente o género do retrato, para além de outras temáticas de que são exemplo as pinturas murais do Café Rialto (entretanto desaparecido), da Livraria Tavares Martins e da Igreja de N. Senhora da Conceição, no Porto.
Desenvolveu uma reconhecida atividade docente na Escola de Belas-Artes do Porto, desde 1933.
Foram-lhe atribuídas numerosas distinções, das quais se destacam os prémios Columbano (1938) e António Carneiro (1945), ambos atribuídos pelo Secretariado de Propaganda Nacional, e o prémio de pintura da Fundação Calouste Gulbenkian, em 1967.
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