Doutrina Jdanov

A doutrina do soviético Andrei Jdanov insere-se no contexto do pós Segunda Guerra Mundial (1947), assumindo a dita teoria a divisão do mundo entre a parte democrática, antifascista e anti-imperialista (Vietname, Indonésia, Síria, Egito, entre outros que seguiam as diretivas moscovitas) e a que era imperialista e antidemocrática (China, Estados Unidos da América, Grécia, Turquia, América Latina, Europa Ocidental e Próximo Oriente), não admitindo a neutralidade.

Partidário da ditadura do proletariado e do marxismo, defendia portanto a nova democracia e proscrevia o imperialismo de que os Estados Unidos da América eram o representante máximo. Preconizava assim o impedimento à aplicação pelos EUA do plano Marshall (sobretudo nos países limítrofes à União Soviética) sob pena de pôr em causa o valioso equilíbrio geoestratégico comunista.

Esta doutrina, emanada por Jdanov na conferência de Salarska Poreba (Polónia) - juntamente com Malenko -, prenunciava já a chamada Guerra Fria, tendo servido de base para a criação do Kominform (centro de informação e uniformização soviética dos partidos comunistas).

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