duna

Nas zonas do litoral e em desertos, onde a areia é abundante e os ventos são persistentes, a ação modeladora do vento manifesta-se de várias maneiras. Quando a energia do vento é suficiente, as areias são deslocadas. Quando essa energia diminui de tal maneira que é incompatível com o transporte, a areia deposita-se, constituindo acumulações que no seu conjunto formam dunas. Estas, conforme o local de acumulação, podem ser litorais e desérticas.
As dunas litorais formam-se na zona superior e seca da praia, onde o vento, mesmo de pouca intensidade, pode deslocar os grãos de areia. Quando encontram um obstáculo ou a energia do vento não tem capacidade para os transportar, os grãos de areia depositam-se e se essa quantidade for suficiente formam-se dunas. Em geral, as dunas litorais não excedem os 15 metros de altura. À medida que se vão formando, as dunas são objeto de alterações constantes. Submetida à força do vento, a duna avança na direção do vento dominante. Dunas em deslocação podem destruir terrenos de cultivo, zonas arborizadas e até zonas urbanas. A estabilização das dunas faz-se recorrendo a sebes artificiais ou naturais, ou à plantação de vegetação. As raízes das plantas fixam a areia e a duna estabiliza. Contudo, as dunas são estruturas frágeis. Uma destruição da sua cobertura vegetal, provocada pela passagem continuada de peões, pela abertura de caminhos ou pelo fogo, permite novamente a ação do vento e o reinício da erosão e do transporte.
As zonas desérticas são zonas de anticiclone ou de altas pressões atmosféricas. Massas de ar seco baixam continuamente e mantêm-se persistentes. Estes ventos arrastam o pó e a areia, que vão depositando quando encontram obstáculos ou diminui a energia cinética do vento, formando dunas.
Um tipo vulgar de dunas forma longos acidentes perpendiculares à direção do vento dominante. Outro, o mais raro, dispõe-se paralelamente à direção do vento dominante. Outro ainda tem a forma de crescente com as pontas orientadas para sotavento. Estas dunas denominam-se barchans e formam-se em zonas em que a areia é relativamente escassa, ficando algumas vezes a base rochosa a descoberto. As barchans, pela ação do vento, chegam a deslocar-se 30 metros por ano. As dunas de aspeto estrelado formam-se por ação de vento que sopra de várias direções. Fixam-se no local onde se formaram.
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