Duque de Palmela

Duque de Palmela, filho do diplomata D. Alexandre de Sousa e Holstein, D. Pedro nasceu em 1781, em Turim, e morreu em 1850. Estudou em Londres e em Portugal, para onde veio pela primeira vez em 1795.
Em 1802, com apenas vinte e um anos, iniciou a sua carreira diplomática em Roma como conselheiro da embaixada. Nesta cidade sentiu-se maravilhado com tudo o que se relacionava com a Antiguidade e as Belas-Artes. Em 1805 conheceu Madame de Staël e em casa desta traduziu para francês alguns episódios d'Os Lusíadas. Em 1810 foi enviado a Cádis como ministro plenipotenciário, para tentar que a rainha D. Carlota Joaquina, então no Rio de Janeiro, fosse nomeada regente de Espanha.
Em 1812 recebeu o título de conde de Palmela e foi nomeado embaixador de Portugal em Londres, vindo depois a representar o nosso país no Congresso de Viena. Em 1820 foi nomeado ministro de Negócios Estrangeiros no Rio de Janeiro. Por não estar de acordo com a política seguida por Portugal, apoiou as revoltas conhecidas por Vila-Francada e Abrilada, respetivamente em 1823 e 1824, acabando por ser preso.
Mais tarde, Palmela foi chefe de governo de D. Maria II, nomeado em 1834, 1842 e de novo em 1846, estando o seu nome associado às principais movimentações políticas da época, como promotor ou como adversário, entre elas a Emboscada e a Maria da Fonte. Em 1848 faleceu a sua companheira de sempre, D. Eugénia Teles da Gama, com quem estava casado desde 1810. O próprio duque faleceu dois anos depois.
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