Dziga Vertov

Dziga Vertov, de nome verdadeiro Denis Arkadyevich Kaufman, nasceu em 12 de fevereiro de 1896, em Bialystok, Polónia, e morreu a 12 de fevereiro de 1954. Talentoso autor de documentários, Vertov estudou música no Conservatório, e com a invasão da Polónia pela Alemanha no início da Primeira Guerra Mundial mudou-se com a família para Moscovo. Entre 1914 e 1916, estudou Medicina e escreveu vários poemas, dissertações e novelas de ficção científica, adotando nesta altura o seu pseudónimo. Este precursor do cinéma-verité e mestre da montagem assumia-se como um futurista. O seu primeiro contacto com o cinema deu-se através de Mikhail Koltzov e do trabalho como editor no Comité de Cinema de Moscovo que se prolongou até 1919, ano em que realizou Le Procès Miranov (O Processo Miranov), Kino - Nedelya (Semana de Cinema) e Godovchina Revoljutssi (Aniversário da Revolução). Seguiram-se alguns documentários de propaganda soviética, a Istoriya Grazhdanskoj Vojny (História da Guerra Civil, 1922), Kinoglaz (1924), Sovietskie Igrushki (Brinquedos Soviéticos, 1924) e Kino-Pravda (1925), que quer dizer a verdade do cinema, em que Vertov desenvolveu os conceitos do cinéma-vérité quase meio século antes deste movimento. Seguiram-se vários trabalhos, entre os quais Shestaya Chast Mira (A Sexta Parte do Mundo, 1926) e Odinnadtsatyi (O Décimo Primeiro Ano, 1928) antes do trabalho que ficou para a história do cinema como a sua obra-prima, Chelovek s Kinoapparatom (O Homem da Câmara de Filmar, 1929), o seu último filme mudo e o tecnicamente mais perfeito, em que os planos e a montagem estão associados num conjunto de elevada poesia visual. Dziga Vertov ainda realizou cerca de 10 filmes antes de morrer de cancro em 1954, ano em que realizou o seu último filme Novosti dnya (As Notícias do Dia).
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