Eamon de Valera

Político irlandês, nacionalista e republicano, nasceu em 1882, em Nova Iorque, e morreu em 1975.
Foi um destacado ativista pela independência da Irlanda face ao domínio do Reino Unido. Foi um dos líderes da revolta da Páscoa de 1916, tendo sido aprisionado. Em 1918 tornou-se presidente do partido nacionalista Sinn Fein, voltando então a ser preso.
Em 1919 viajou até aos Estados Unidos da América, procurando obter apoio político e financeiro para a causa da independência, missão em que teve um sucesso notável. Eleito presidente do Governo republicano, ainda na clandestinidade, veio a abandonar o cargo em 1922, por discordar dos termos do acordo (assinado em Londres por uma delegação chefiada por Michael Collins) que concedia à Irlanda um estatuto semi-autonómico mas não lhe reconhecia o direito à independência total, e para mais excluía o que é hoje o território da Irlanda do Norte.
Após esta rutura e a vivência difícil de uma guerra civil que abalou as estruturas da república nascente, de Valera esteve afastado do poder durante alguns anos. Mas, depois de desempenhar cargos de certo destaque internacional (foi figura de proa na Sociedade das Nações, o que lhe granjeou grande prestígio), chefiou o executivo irlandês entre 1932 e 1937 e tornou-se primeiro-ministro várias vezes, exercendo o cargo nos períodos de 1937-48, 1951-54 e 1957-59. Foi, na verdade, o grande responsável pela proclamação da independência da Irlanda em 1937. Como ponto culminar de uma longa carreira, de Valera ocupou a Presidência por dois mandatos, entre 1959 e 1973. O seu posicionamento político francamente conservador pôde assim marcar de forma indelével a sociedade irlandesa.
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