Eclésia

Nome grego dado à instituição democrática da Assembleia do povo, que atuava no âmbito da política externa e detinha poderes de governação relativos à legislação, judiciais e executivos, decidindo, por exemplo, a destituição de magistrados. A Eclésia fiscalizava também todos aqueles que ocupavam postos de poder, de modo a que não abusassem do mesmo e desempenhassem as suas incumbências o melhor possível. Todos os cidadãos faziam parte da Eclésia, desde que cumprissem os requisitos exigidos: ter mais de dezoito anos, dois anos de serviço militar e ser filho de um pai natural da polis (a partir de 452 também a mãe o teria de ser).
Durante a guerra do Peloponeso foi atribuída uma remuneração, chamada misthos ecclesiastikós, aos cidadãos da Assembleia, uma vez que as reuniões se realizavam com alguma frequência (cerca de quatro vezes por mês) e podiam demorar um dia inteiro. Estas reuniões realizaram-se, em Atenas e durante o século V, na colina da Pnix, diante da Acrópole, tendo também ocorrido na Ágora e no teatro de Dionísio. Neste século era eleito um pritaneu para chefiar cada reunião, denominando-se este cargo de epístata. A tribuna a partir da qual se faziam os discursos denominava-se bema, e nestas assembleias os pritanes (cinquenta membros de cada tribo que pertenciam ao Conselho dos Quinhentos) detinham o poder máximo.
Como referenciar: Eclésia in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2018. [consult. 2018-12-19 13:35:21]. Disponível na Internet: