ecologia das briófitas

As briófitas, que devem ter sido as primeiras plantas a invadir a Terra, podem invadir terrenos pouco depois de incendiados e crescer em elevações até 5500 metros acima do nível do mar. Não há briófitas marinhas mas algumas como os musgos das dunas crescem próximo do mar. Todos os grupos de briófitas têm espécies aquáticas e dominam nas zonas das turfeiras. Algumas briófitas podem passar por vários anos de seca e crescer nos desertos. Conjuntamente com os líquenes são as primeiras colonizadoras das rochas nuas. Acabam por ajudar a converter a rocha em solo e permitem assim a colonização por outros organismos.
Muitas briófitas como, por exemplo, as do género Hypnum são muito sensíveis à poluição, principalmente ao dióxido de enxofre, pelo que são muito raras nas zonas industrializadas. Por exemplo, vinte e três espécies de briófitas que em 1900 se encontraram na zona de Amesterdão, na Holanda, não se encontram agora nessa área. Por outro lado há briófitas, por exemplo, do género Ceratodon e Bryun que são pouco sensíveis à poluição. Têm em geral um ciclo de vida muito curto.
As briófitas contribuem para o aumento de húmus no solo e permitem, por vezes, identificar a presença ou ausência de determinados ácidos, sais e minerais. Algumas briófitas concentram elementos como o bário, o chumbo, o estrôncio e o zinco. Estes elementos chegam a níveis de concentração nas briófitas cerca de 200 vezes maiores do que os que existem no solo.
A maior parte das briófitas cresce lentamente mas a espécie Sphagnum tem um crescimento muito rápido. O mesmo acontece com alguns musgos da zona antártica.
Os musgos podem absorver cerca de 20 vezes o seu peso em água o que permite estabilizar a humidade do meio e confere ao terreno maior resistência à erosão.
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