economia fechada

No que respeita ao comércio e circulação de capitais com o seu exterior, um determinado espaço económico, normalmente um país, pode ter atitudes diversas ao nível da imposição de limites e barreiras. Em termos limites, uma determinada economia pode ser considerada aberta, no caso de efetuar sem barreiras relevantes trocas de bens, serviço e capital com outras economias, ou fechada, no caso de não praticar esse tipo de trocas e transações. Entre as duas situações-limite referidas há várias situações intermédias possíveis que variam de acordo com os limites e barreiras impostas por cada economia.
A corrente dominante da macroeconomia considera como benéfica a realização de trocas entre as várias economias, defendendo portanto economias abertas, com base designadamente na possibilidade de, dessa forma, cada uma delas se poder especializar na produção de bens e serviços nos quais detém vantagens comparativas.
Uma economia fechada corresponde a um regime económico também denominado de autarcia que defende a não realização de quaisquer trocas com o exterior, pelo que o país em causa terá de ser autossuficiente. Uma autarcia pura é normalmente considerada, até pela dificuldade de obtenção de um nível elevado de autossuficiência, como de difícil ou impossível execução.
O estabelecimento de uma autarcia implica uma mobilização geral dos recursos físicos, técnicos e humanos de um país tendo como objetivo fundamental a autossuficiência. Paralelamente, está associada a este regime económico uma regulamentação rigorosa dos mercados e da economia em geral, pelo que a instituição de estados ditatoriais é também um fenómeno normalmente ligado a economias fechadas.
Fala-se por vezes em autarcia parcial em situações em que os estados aplicam políticas de restrição das trocas apenas a uma parte dos setores económicos, no âmbito da prossecução de objetivos de política económica.
A vertente económica de uma economia fechada está normal e historicamente ligada a questões políticas, designadamente no que respeita a fenómenos de nacionalismo e preservação da independência dos países.
Alguns casos de tentativas de instauração de regimes económico-políticos de cariz autárcico foram os seguintes: a Alemanha nazi, que tinha como objetivo a libertação do poder dos fornecedores estrangeiros; a União Soviética, no âmbito do seu esforço de implementação de um regime político socialista; o regime ditatorial português implementado por Salazar; o regime imposto por Franco em Espanha. Paralelamente, são identificáveis outras situações conjunturais de implementação de políticas de restrição às trocas internacionais, como foi o caso de Inglaterra e da França após a crise de 1929.
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