economia positiva

A Economia em geral pode ser vista, em termos conceptuais, numa dupla perspetiva: por um lado, nos aspetos que têm a ver com a descrição de factos e fenómenos económicos, com a deteção das suas causas e com a previsão das suas consequências, tudo com o máximo de objetividade possível; por outro lado, nos aspetos de carácter mais subjetivo, que envolvem juízos de valor relativamente à forma como se deve atuar sobre as variáveis económicas, ou seja, quais as políticas que devem ser prosseguidas.
A primeira perspetiva referida corresponde à chamada economia positiva e a segunda à chamada economia normativa. Tendo em conta a natureza de cada uma delas, pode desde logo dizer-se que a diversidade de posições em termos de pensamento económico se encontra fundamentalmente ao nível da economia normativa. De facto, ao nível da maior parte dos temas e conceitos objetivos associados à economia, a unanimidade de opiniões é quase uma regra. O mesmo já não acontece relativamente à economia normativa, no âmbito da qual os economistas divergem fortemente, havendo normalmente para cada situação concreta várias opiniões diferentes relativamente às políticas que devem ser prosseguidas.
A economia positiva trata daquilo que é objetivo, ou seja, analisa e descreve factos e fenómenos económicos, ao mesmo tempo que busca regras e leis que os expliquem e que permitam o estabelecimento de relações causa-efeito entre as variáveis económicas. É nesta vertente que a ciência económica encontra paralelismos diversos com as ciências físicas (Física, Matemática, etc.), com as quais mantém aliás contactos vários. Assim sendo, a vertente positiva da economia ocupa-se com "aquilo que as coisas são e o que poderiam ser", estabelecendo relações válidas do tipo: "se se verificarem determinadas circunstâncias, então terão lugar os seguintes factos". Alguns exemplos concretos são os seguintes: qual a taxa de inflação, qual a taxa de juro, se aumentar a inflação o que acontece à taxa de juro, como é que um imposto sobre os combustíveis vai influenciar o seu consumo, etc.
A vertente positiva da economia acaba por ser o resultado dos contributos de todos os economistas e autores que contribuíram para a sua formalização e cientificidade. De qualquer forma, é de destacar o contributo de Milton Friedman na caracterização científica da economia.

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