Edith Wharton

Escritora norte-americana, Edith Newbold Jones nasceu a 24 de janeiro de 1862 na cidade de Nova Iorque. Oriunda de uma família burguesa, passou uma grande parte da sua infância na Europa, onde permaneceu até aos dez anos de idade. Recebendo instrução de professores particulares, ao atingir os dezassete anos determinou-se concluída a sua educação, pelo que foi formalmente introduzida na sociedade, e apresentada ao seu futuro marido, Edward Wharton, cerca de treze anos mais velho que Edith, mas considerado como um partido favorável.
Celebraram a boda em 1885, e passaram a repartir o seu tempo entre Nova Iorque, Rhode Island e Massachusetts. Não obstante a vida desafogada e preocupada, Edith Wharton sofreu um grande abalo, ao descobrir que o marido lhe era infiel: não só mantinha uma amante em Boston, como utilizava o dinheiro da esposa para o efeito.
Destroçada, Edith Wharton começou a demonstrar propensão para as depressões. O médico de família aconselhou-a a tentar encontrar uma ocupação com que se distraísse das suas mágoas, pelo que Edith resolveu experimentar a escrita.
O seu trabalho foi-se acumulando e ganhando forma. De modo que, por meados da década de 90, Edith Wharton tomou a decisão de publicar alguns dos seus contos. The House Of Mirth (A Casa da Alegria), o seu primeiro romance, apareceu em 1905, e conseguiu estabelecer quase imediatamente a reputação da autora. Aclamada pelo público, sentiu-se encorajada a retomar a sua vida social. Mudou-se para Paris, onde conheceu um jovem norte-americano, por quem se apaixonou, de nome Morton Fullerton. Prosseguindo, apesar de tudo, a sua carreira como romancista, dando ao prelo obras como Madame de Treymes (1907, Corações na penumbra: Madame de Treymes), Ethan Frome (1911, Ethan Frome) e The Reef (1912). No ano de 1912 conseguiu obter o divórcio, apresentando como fundamento a infidelidade do marido, pelo que assumiu a sua relação com Morton Fullerton.
Edith Wharton viajou extensivamente pelo território francês. Após a deflagração da Primeira Grande Guerra, dedicou a mais-valia do seu tempo a auxiliar refugiados. Tornou aos Estados Unidos da América apenas para receber o Prémio Pulitzer, que lhe foi atribuído em 1921, graças à publicação de The Age of Innocence (1920, A Idade da Inocência), obra que revertia para o despertar sexual da autora, que experimentara graças à dedicação do seu amante.
Autora de uma obra prolífica, Edith Wharton procurou debruçar-se prioritariamente sobre os usos e costumes dos novos-ricos, sobre as diferenças fundamentais entre a velha aristocracia europeia e a burguesia norte-americana, bem como a repressão exercida sobre as mulheres nestes ambientes.
Considerada como um grande nome da literatura feminina norte-americana, Edith Wharton faleceu em agosto de 1937, em Paris, vítima de uma apoplexia.
Como referenciar: Porto Editora – Edith Wharton na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-24 23:10:54]. Disponível em