Eduardo Chianca de Garcia

Realizador de cinema, dramaturgo e jornalista português, Eduardo Chianca de Garcia nasceu em 14 de maio de 1898, em Lisboa, e morreu em 28 de janeiro de 1983, no Rio de Janeiro. Após uma curta carreira como ator amador, revelou qualidades excecionais como autor dramático na peça Filha de Lázaro, escrita em colaboração com Norberto Lopes e levada à cena em 1923. Com António Lopes Ribeiro e Boto de Carvalho, fundou, em 1928, a revista Imagem, onde principiou a campanha para a criação da indústria do cinema sonoro. Dois anos depois, realizou o seu primeiro filme, Ver e Amar, uma película muda cómica que se estreou no Teatro de S. Luís. Pugnando por uma produtora capaz de criar condições para produção cinematográfica em série, foi um dos fundadores da Tóbis Portuguesa em 1932. Foi o supervisor de A Canção de Lisboa (1933) e o diretor de produção de As Pupilas do Senhor Reitor (1935). Em 1939, partiu para o Brasil, onde prosseguiu a sua carreira de realizador e jornalista. Foi um dos pioneiros da televisão brasileira, para além de ter sido diretor artístico do prestigiado Casino da Urca. Por indicação de Óscar Niemeyer, promoveu um dos mais imponentes momentos da cerimónia de inauguração da cidade de Brasília, ao ter organizado um majestoso cortejo histórico comemorativo do quarto centenário da Baía. Na sua filmografia, merecem referência, além das obras atrás mencionadas, O Trevo das Quatro Folhas (1936), A Rosa do Adro (1938), A Aldeia da Roupa Branca (1938), Pureza (1940) e Vinte e Quatro Horas de Sonho (1941), os dois últimos realizados no Brasil. Foi também argumentista, cabendo-lhe a autoria do guião de Appassionata (1952), e realizador televisivo, tendo dirigido a telenovela Coração Delator (1953) para a extinta TV Tupi.
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