Edwin Hubble

Astrofísico norte-americano, Edwin Powell Hubble nasceu a 20 de novembro de 1889, em Marshfield, no Missouri, Estados Unidos da América. Formou-se em Matemática e Astronomia na Universidade de Chicago, licenciando-se depois em Direito, em Oxford. Esta carreira de jurista viria a durar pouco tempo, pois teve a oportunidade de trabalhar em pesquisas no Observatório de Yerkes. A Primeira Guerra Mundial interrompeu-lhe a atividade profissional, pois teve que cumprir o serviço militar. Em 1919, no entanto, estava já de regresso à sua paixão, a astronomia, pois nesse mesmo ano integrou a equipa do Observatório de Mount Wilson, no estado de Washington, no seu país natal. Trabalhou também no Observatório de Monte Palomar, o mais célebre e importante dos EUA.
Na sequência das suas investigações, descobre em 1923 uma cefeida (estrela cujo brilho varia segundo um período bem determinado, que oscila entre algumas horas e uma semana). Hubble, em 1924, a partir dessa descoberta, demonstrou a existência de nebulosas extra-galácticas formadas por sistemas estelares independentes. Considerou que muitas nebulosas, aparentes, mais não eram do que galáxias exteriores à nossa e a ela equivalentes. Observando as cefeidas conseguiu calcular a distância entre várias dessas galáxias, do género da Via Láctea. Em 1929, confirma a teoria da expansão do universo e anuncia que a velocidade entre duas nebulosas é proporcional à distância entre ambas. A relação entre estas grandezas ficou conhecida como constante de Hubble. Quanto mais afastadas estão da Terra, parecem distanciar-se com maior velocidade, facto no qual baseou a sua teoria do universo em expansão, que mais tarde outros astrónomos desenvolveram, como Eddington, de Sitter, Lemaître e outros.
As descobertas de Edwin Hubble vieram, portanto, revolucionar os conceitos e o estado de conhecimento da astronomia no seu tempo, que tinha uma conceção estática do universo, restringido então aos limites da Via Láctea. As suas teorias eram uma hipótese contrária à de Newton, pois considerava que o universo atual surgiu de um cosmos único que se estalou em fragmentos, que tendem a afastar-se cada vez mais uns dos outros.
Publicou, entre outros títulos, The Realm of Nebulae (1937). Morreu em San Marino, Califórnia, em 28 de setembro de 1953. Em homenagem aos seus esforços e investigações em prol da astronomia, foi dado o seu nome ao primeiro telescópio espacial, colocado em órbita em 1990, com o objetivo de estudar o espaço sem as distorções provocadas pela atmosfera.
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