Egberto Gismonti

Compositor, instrumentista, cantor e produtor brasileiro, Egberto Amin Gismonti nasceu a 5 de dezembro de 1947, no município do Carmo, em Belo Horizonte, no Brasil. Nascido numa família muito ligada à música, começou a estudar piano aos 5 anos de idade. Durante a adolescência e os estudos no Conservatório aprendeu também outros instrumentos, como a flauta, o clarinete e a guitarra. Em 1968, com 21 anos, participou num festival da Globo, atraindo a curiosidade do público para a canção original "O Sonho". Ainda nesse ano, emigra para França, com o objetivo de estudar música de orquestra com Jean Barraqué e composição com Nadia Boulanger. Um ano depois, estreava-se nas edições discográficas, com um álbum homónimo, evidenciando uma influência decisiva da bossa nova. Esse disco seria, de resto, um dos seus trabalhos mais acessíveis, dado que, nos anos seguintes, Egberto Gismonti dedicar-se-ia, quase em exclusivo, à experimentação e à pesquisa musical, voltando-se para a música de complexo carácter instrumental e algum vanguardismo. A resistência das editoras brasileiras em editar-lhe a música levou-o a procurar selos europeus, com quem gravou nos anos seguintes. De espírito curioso e ávido pela descoberta, o seu percurso é essencialmente exploratório, com um fino toque pessoal. Essa curiosidade motivaria o seu interesse, entre outras coisas, pela guitarra de oito cordas, mais tarde pelos sintetizadores ou o folclore e a música indígena do Brasil. Além de uma firme trajetória discográfica, nem sempre acompanhada por números comercialmente expressivos, Gismonti manteve uma intensa atividade de palco, especialmente na Europa. Entre as suas inúmeras colaborações, destacam-se nomes de gente célebre como Charlie Haden, Jan Garbarek, Jaques Morelenbaum, Hermeto Pascoal, Airto Moreira, Flora Purim e Naná Vasconcelos. Entre 1977 e 1993, gravou quinze álbuns para a prestigiada etiqueta ECM. No final da década de 80, protagonizou um episódio insólito, ao comprar todo o seu repertório de composições, tornando-se o primeiro compositor brasileiro a ser dono do seu próprio espólio. Parte da sua discografia seria depois reeditada pelo seu selo, Carmo.

Discografia
1969, Egberto Gismonti 1970, Sonho'70
1970, Janela De Ouro
1970, Computador
1971, Orfeu Novo
1972, Água & Vinho
1973, Egberto Gismonti - Árvore
1974, Academia De Danças
1976, Corações Futuristas
1977, Dança Das Cabeças
1977, Carmo
1978, Sol Do Meio-Dia
1978, Nó Caipira
1979, Solo
1979, E. Gismonti, N. Vasconcelos e M. Smetak
1979, Mágico
1979, Folk Songs
1979, Antologia Poética de João Cabral de Melo Neto
1979, Antologia Poética de Ferreira Gullar
1980, Antologia Poética de Jorge Amado
1980, A Viagem Do Vaporzinho Tereré
1980, O País Das Águas Luminosas
1980, O Girigível Tereré
1980, Sanfona
1980, Circense
1981, Em Família
1982, Fantasia
1982, Guitar From ECM
1982, Sonhos de Castro Alves
1983, Cidade Coração
1983, Egberto Gismonti & Hermeto Paschoal
1984, Works
1984, Egberto Gismonti
1984, Duas Vozes
1986, Alma
1986, Egberto Gismonti-Live
1987, Trem Caipira
1988, Feixe de Luz
1988, Pagador de Promessas
1989, Dança dos Escravos
1989, Kuarup
1989, Duo Gismonti / Vasconcelos
1991, Infância
1991, Amazônia
1992, El Viaje
1992, Casa das Andorinhas
1993, Musica de Sobrevivência
1993, Egberto Gismonti - ao vivo no Festival in Freiburg Proscenium
1993, Egberto Gismonti - ao vivo em São Paulo
1996, Zig Zag
1997, Meeting Point

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