egipíneos

A posição sistemática desta família de aves levanta diversos problemas em virtude de a seriação e ordenação das espécies que a constituem não serem tarefa fácil, pois os grupos não são muito homogéneos.
Segundo alguns autores, é mais fácil a ordenação e separação das espécies que as constituem em subfamílias pelo que o grupo dos egipíneos seria uma subfamília dos Accipitrídeos (Accipitridae).
Segundo Brown e Amadon, o mais fácil é formarem-se diferentes grupos dentro da família nos quais seriam incluídas as espécies diferentes mais próximas.
Os egipíneos ou grupo de abutres do Velho Mundo inclui dez géneros e dezasseis espécies. Este grupo apresenta características homogéneas, uma especialização alimentar extraordinária, atendendo a que a sua dieta alimentar se compõe quase exclusivamente de animais mortos, que são detetados graças à grande capacidade de visão das espécies que constituem este grupo. São aves de grande tamanho, cuja envergadura chega a atingir os 270 centímetros e podem ter sete quilos de peso. Encontram-se nas zonas mais quentes da Europa, a maior parte de África e as regiões secas da Ásia. O bico tem pelo menos o comprimento da cabeça e, sendo muito forte, permite rasgar a pele dura de grandes cadáveres. A cabeça e o pescoço são desprovidos de penas. As garras são pouco desenvolvidas, o que lhes permite andar no solo relativamente bem. As asas são muito grandes e largas, bem adaptadas ao voo planado, o que possibilita a permanência de muitas horas no ar sem que tenham que fazer qualquer movimento percetível das asas.
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