Eino Leino

Poeta e escritor finlandês, Eino Armas Leopold Lönnbohm nasceu a 6 de julho de 1878, em Paltamo. O mais novo dos dez filhos de um agrimensor, tinha apenas doze anos quando este morreu. Estudou em Kajaani, em Oulu e em Hämeenlinna, onde concluiu o ensino secundário em 1895, ano em que também a sua mãe faleceu. Durante esse período publicou uma tradução de um dos poemas de Johan Ludvig Runenberg.
Publicou o seu primeiro livro aos dezoito anos de idade, uma coletânea de poemas com o título Maaliskuun Lauluja (1896), aparecendo imediatamente a seguir Tarina Suuresta Tammesta (1896) e Tuonelan Joutsen (1896), uma peça de teatro em verso, com trejeitos da tradição popular oral.
Transitou então para a Universidade Imperial de Aleksander em Helsínquia, juntando-se aos meios literários, chegando a conhecer Otto Manninen. O seu entusiasmo pela escrita contribuiu para que abandonasse a universidade sem obter um diploma. Assim, em 1899, não só começou a editar uma revista com o seu irmão, Kasimir Leino, como deu início a uma carreira como jornalista, trabalhando no Päivälehti, que trocou, em 1905, pelo Hensingin Sanomat, historicamente o maior jornal finlandês. Em 1908 empreendeu uma viagem pela Alemanha e pela Itália, na companhia da sua amante, L. Overva, também casada, mas uma discussão fez com que a poetisa o deixasse em Roma, no ano seguinte.
Em 1914 deixou a redação do Helsingin Sanomat e, entre muitas outras obras, publicou Painuva Päivä e Pankkiherroja. No ano seguinte passou a ser um dos editores da revista Sunnuntai, cargo que ocupou até 1918, altura em que passou a receber uma tença do estado finlandês.
Faleceu a 10 de janeiro de 1926 em Riihiluhta.
Em toda a sua vida publicou trinta e dois volumes de poesia, vinte e cinco romances e outras tantas peças de teatro e dezasseis traduções, tendo sido o primeiro tradutor de Dante para a língua finlandesa.
A sua poesia caracterizou-se por um simbolismo inspirado no pensamento nietzcheano, ora apolíneo, ora dionisíaco, e pelo domínio quase absoluto das palavras.
É sobretudo recordado pela obra poética Helkavirsiä (1903) e considerado como o maior dos poetas finlandeses. No calendário finlandês, o dia 6 de julho passou a ser o Dia de Eino Leino e do verão.
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