Eleição do Rei Vamba

O reinado visigótico de Vamba durou de 672 a 680 e a lenda da sua eleição está rodeada de aspetos sobrenaturais e místicos.

Apesar de ser de sangue real, Vamba vivia como um lavrador pobre, à época em que o rei Recesvindo morreu sem deixar herdeiros. O conselho dos godos da Península não conseguiu chegar a acordo para nomear um sucessor e pediu ajuda ao Papa que, sem saber o que decidir, se pôs a rezar por uma solução.
Foi então que Deus lhe revelou a existência de Vamba e da sua linhagem real e lhe disse que o futuro rei seria encontrado a lavrar a terra com um boi branco e um boi vermelho. Os embaixadores regressaram com a indicação papal e depressa o conselho godo enviou mensageiros por todo o reino, acabando por encontrar Vamba nas circunstâncias reveladas por Deus ao Papa.

Mas Vamba não se achou à altura da escolha e, enterrando a sua vara de madeira no chão, disse que só seria rei quando a vara tivesse flores e frutos. Mal terminou de pronunciar essas palavras, assim aconteceu.

Vamba deu graças a Deus pelo sucedido e partiu com os mensageiros, na companhia da sua esposa.

A lenda diz que, quando Vamba foi ungido rei em Toledo, estando de joelhos em frente ao altar de Santa Maria, saiu-lhe da boca uma abelha que voou para o céu, o que significava que este rei honraria o seu título e o seu reino.

O rei Vamba ficou famoso pela sua coragem como guerreiro e pela legislação que promulgou durante o seu reinado.
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