Elizabeth Garrett Anderson

Médica, política e feminista inglesa nascida a 9 de junho de 1836, em Whitechapel, em Londres, na Grã-Bretanha.
De uma família de 12 filhos, Elizabeth Garrett Anderson foi criada em casa e num bom internato, onde foi educada para ser uma senhora distinta e de família. No entanto, conheceu a feminista Emily Davis que a incentivou a acreditar que o mundo do trabalho também podia estar acessível às mulheres. Pouco tempo depois, em 1859, conheceu a primeira médica norte-americana Elizabeth Blackwell que mudou definitivamente a vida da jovem Elizabeth Anderson. Depois de ter aulas com a médica norte-americana e de estudar matemática e ciências com um professor privado, a jovem inglesa conseguiu tornar-se enfermeira cirúrgica no hospital Middlesex, em Londres, onde aprendeu informalmente com os médicos do hospital. Passado um ano, candidatou-se a várias escolas médicas de Londres, mas nenhuma a aceitou por ser do sexo feminino. Continuou a estudar a nível particular e, em 1865, obteve o diploma da Sociedade Farmacêutica que, de acordo com os seus estatutos, não podia recusar a jovem. Com aquele diploma, Elizabeth Anderson criou uma clínica para mulheres e crianças, o Dispensário de St. Mary, em Londres, que depois se tornou no Novo Hospital para Mulheres e que, em 1918, foi nomeado Hospital Elizabeth Garrett Anderson. Ainda em 1865, Elizabeth Anderson, uma feminista empenhada, integrou o grupo de mulheres Kensington Society, formado por 11 mulheres, como Barbara Bodichon, Emily Davies, Francis Mary Buss, Dorothea Beale, Anne Clough e Helen Taylor, que procuravam seguir uma carreira na educação ou em medicina. No ano seguinte, o grupo entregou uma petição ao Parlamento para que fosse concedido o direito de voto às mulheres.
Em 1870, dois anos depois da França permitir que as mulheres se tornassem médicas, Elizabeth Anderson obteve o diploma de Medicina pela Universidade de Paris. Nesse mesmo ano, começou a trabalhar num hospital para crianças como médica visitante, tornou-se a primeira mulher membro do Conselho Escolar de Londres e, em 1873, tornou-se no primeiro membro feminino a integrar a Associação Médica Britânica (BMA) e na única mulher da associação até 1892. Durante esse período, lecionou na Escola de Medicina para Mulheres, em Londres, da qual foi diretora (1883-1902). Para além de ter apoiado o movimento feminista e de pertencer, a partir de 1908, à União Política e Social das Mulheres, a médica foi também a primeira mulher, em Inglaterra, a ocupar o cargo de presidente da câmara, em Aldeburgh, em Suffolk, durante dois mandatos (1907-1909).
Elizabeth Garrett Anderson faleceu a 17 de dezembro de 1917, em Aldeburgh, em Suffolk.
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