Emídio Rangel

Jornalista e diretor de programação, Emídio Rangel nasceu em 1946, em Sá da Bandeira, Angola, mas veio viver para Portugal, mais precisamente para Lisboa, em 1975.
A carreira profissional de Emídio Rangel começou quando tinha 18 anos e ainda vivia em Angola. Na altura trabalhou na Rádio Huíla, da qual passou para a Rádio Comercial de Angola em 1967. Nesta estação manteve no ar durante oito anos um programa diário de atualidades.
Depois da revolução do 25 de abril de 1974, trocou Angola por Portugal, mas continuou ligado ao jornalismo radiofónico, pois em 1976 ingressou na RDP. Na emissora do Estado chegou a subchefe de redação em 1985, cargo que manteve até 1988. Durante este período na RDP, ganhou o Prémio Gazeta Jornalismo pela melhor reportagem de 1984 e o prémio Reis de Espanha em 1985, instituído pela agência noticiosa espanhola EFE. Entretanto, concluiu o curso de História da Universidade Clássica de Lisboa, tendo ainda frequentado Direito e o mestrado de Comunicação Social da Universidade Nova. Emídio Rangel foi um dos fundadores da TSF - Rádio Jornal, estação que foi para o ar em 1988 e rapidamente se transformou numa referência no panorama da rádio em Portugal, nomeadamente a nível de informação. Ao longo dos anos em que trabalhou na emissora, Rangel acumulou os cargos de presidente, diretor e presidente do Conselho de Administração e, ao mesmo tempo, geriu a revista Grande Reportagem e a rádio de música para jovens NRJ. Em 1989, foi ainda responsável por um programa na RTP chamado "Concordo... ou talvez não".
Rangel viria a trocar a rádio pela televisão em 1992, quando se dedicou à criação do canal SIC, o primeiro privado a emitir em Portugal. Rangel foi diretor de Programas e de Informação da SIC e empenhou-se de tal forma no novo cargo que deixou o mestrado de Comunicação Social a apenas um semestre do final. Depois do sucesso na TSF repetiu a façanha na SIC já que, contra as primeiras expectativas que apontavam como quase impossível destronar a RTP da liderança das audiências, levou o canal privado ao topo. Programas como o "Chuvas de Estrelas" e os telejornais e blocos noticiosos fizeram da SIC o primeiro canal de Portugal.
Rangel participou ainda na expansão da estação ao ajudar à criação dos canais temáticos SIC-Notícias, SIC Gold e SIC Radical para além ter assumido a gerência da SIC Filmes, departamento que se dedicou à produção cinematográfica.
No ano 2001, uma série de convulsões internas levou Rangel a optar por abandonar o canal privado e ingressar na RTP, como diretor-geral. Cargo que ocupou cerca de um ano, tendo saído da RTP no final de agosto de 2002.
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