Emílio Emiliano

Imperador romano (?-253 d. C.), um dos menos conhecidos, reinou durante três meses em 253, no período da anarquia militar que assolou o Império entre 235 e 268. Era governador da Mésia Inferior (região na foz do Danúbio) no ano em que ascendeu ao trono imperial. Marco Emílio Emiliano notabilizara-se nessa altura pela resistência que impusera a uma série de invasões de Godos na sua província, cujo perigo conseguiu afastar. Por isso, as tropas acabaram por o aclamar Imperador.
De imediato, uma vez mais se repetiu o ritual do Imperador eleito pelas suas legiões na sequência de êxitos militares no limes (fronteira), o qual logo se punha em marcha em direção a Roma, de forma a confirmar e impor, urbi et orbi, a sua dignidade imperial. Assim fez Emílio Emiliano, a cujo encontro veio Treboniano Galo. Este, apesar de ter sido apanhado de surpresa pela aclamação imperial de Emílio, ainda procurou contrariar militarmente a situação, mas acabou por ser morto, a par de seu filho Volusiano, em pleno campo de batalha, na Itália Setentrional.
Mas o destino não foi melhor para Emiliano, que três meses depois da sua aclamação imperial acabou igualmente assassinado, quando se preparava então para deter uma insurreição movida por Valeriano.
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