Emirado de Córdova

O Emirado de Córdova compreende dois períodos: o Emirado Dependente de Damasco (713-755) e o Emirado Independente (756-912).
Numa primeira fase, a Espanha foi conquistada pelos muçulmanos, tendo sido governada por emires (generais ou governadores), que estavam dependentes do califado de Damasco, e considerada como um viçaria da África muçulmana. Este período pode dividir-se em dois sub-períodos: um de expansão e outro de guerras civis. A primeira etapa caracteriza-se pela conquista de novos territórios como forma de expandir o islamismo. Assim, Muza e Tarik foram chamados pelo califa, e Abd-el-Azis (713-716) é nomeado governador em Espanha, estabelecendo a capital em Córdova. As guerras civis foram desencadeadas com Ocba (734-741), que dominou a Galiza e toda a Espanha, que se caracterizam por lutas entre os conquistadores.
Na segunda fase, depois de vários recontros, dá-se a batalha de Alameda (15 de maio de 756) que põe fim ao emirado anterior e dá a vitória a Abderramão. O Emirado Independente estava fundado. Abderramão propôs-se estabelecer um governo duradouro, apagar os ódios das tribos e famílias e reorganizar o exército, criando também uma guarda pessoal. No entanto, as suas pretensões não foram conseguidas sem ter que sufocar algumas rebeliões. Abderramão I embelezou e terminou a mesquita de Córdova. Mais tarde, e dentro deste espírito, Abderramão II enriqueceu Córdova com fontes, jardins, mesquitas e palácios, agravando fortemente o nível de vida do povo com impostos para custear todo este programa de obras.
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