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encenador
Aquele que concebe e dirige a encenação duma peça teatral. A sua responsabilidade artística incorpora tudo o que decorre no espaço cénico: cenários, decoração, luzes, presença e atuação dos intérpretes, bem como a respetiva declamação. Na verdadeira aceção da palavra, o encenador só começou a existir no século XIX. Na Grécia Clássica, o espetáculo deveria ocorrer como fruto da inspiração, embora haja registos de que Ésquilo, para além de autor das peças, instruía os atores sobre os respetivos papéis. No período renascentista, emerge a figura do chefe de companhia-encenador, destacando-se neste período William Shakespeare (Inglaterra), Gil Vicente (Portugal), Lope de Vega (Espanha) ou Molière (França). No século XX, a figura de encenador tornou-se decisiva na afirmação do teatro contemporâneo, surgindo como um disciplinador da determinação concreta do espaço dramático. Salentam-se as figuras de Jean-Louis Barrault, Vittorio Gassman, Peter Brook e Elia Kazan, que também seguiram uma carreira cinematográfica, onde procuraram transpor eficazmente as noções de encenação teatral. Em Portugal, pelo trabalho feito nesta área, destacam-se os nomes de Artur Ramos, Paulo Renato, João Lourenço, Filipe La Féria, João Mota, Luís Miguel Cintra e António Feio.
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