ENIAC

Construído entre 1943 e 1946, foi o primeiro computador eletrónico de uso genérico. Com 150 pés de largura e 20 bancos de luzes para indicar o resultado das computações, podia adicionar 5000 números ou realizar multiplicações com números de 10 dígitos num segundo. Apesar de extremamente lento segundo os padrões atuais, apresentava uma melhoria de duas ordens de magnitude face aos computadores mecânicos mais rápidos da altura (em desenvolvimento em Harvard, Bell Labs e outras instituições norte americanas e europeias). Com esta proeza, o ENIAC abriu caminho para a indústria da computação moderna mostrando ser possível a construção de computadores eletrónicos de uso genérico.
Máquinas anteriores - como a Colosso (desenvolvida para decifrar mensagens secretas Nazis encriptadas durante a Segunda Guerra Mundial) - apesar de uso geral realizavam operações lógicas em oposição às capacidades aritméticas do ENIAC. Apesar das inovações, ao ENIAC faltavam certas características consideradas hoje essenciais tais como a capacidade de armazenar programas em memória. Com efeito, o ENIAC tinha que ser codificado manualmente através de ligações físicas.
As capacidades aritméticas do ENIAC são possíveis - como aliás o próprio nome da máquina indica - utilizando técnicas de cálculo infinitesimais desenvolvidas por estudiosos como Taylor e com avanços significativos na década de 30 e 40 do nosso século. Com efeito, as operações básicas que envolvem cálculos "infinitos" (como a multiplicação de dois números racionais) podem ser aproximadas por funções finitas recorrendo a expansões em série de termos finitos através de operação sobre funções como a diferenciação e integração.
Os algoritmos de computação dos nossos dias baseiam-se nestas técnicas de forma extremamente eficaz.
Como referenciar: ENIAC in Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2020. [consult. 2020-09-22 02:26:44]. Disponível na Internet: