enteropneustos

Possuem um probóscide com o qual abrem galerias pouco profundas cujos detritos envolventes são consolidados por um muco segregado por glândulas situadas na pele, constituindo-se assim uma cápsula tubular, dentro da qual vivem os animais.
As galerias têm o formato de um U, apresentando duas aberturas, sendo pela abertura posterior expulsos dejetos fecais de forma espiral. Conhecem-se doze géneros e cerca de 70 espécies de indivíduos desta classe. Os indivíduos do género Blanoglossus encontram-se distribuídos por todo o Mundo e os do género Ptychodera encontram-se nas águas tropicais. O corpo está dividido em probóscide, colar e um longo tronco. Admite-se que, nos animais vivos, as cavidades do probóscide e do colar se enchem de água através dos poros existentes na superfície dorsal. A turgidez destas partes permite que o animal perfure a areia e o lodo, ajudado por movimentos musculares do tronco. A boca permanece aberta por ela entrando restos orgânicos. A água passa pelas fendas branquiais onde ocorre a hematose, as substâncias orgânicas servem de alimento e a areia é expulsa pelo ânus.
Os sexos estão separados e a fecundação é externa. Em algumas espécies, os ovos originam uma larva ovoide muito transparente e com cílios superficiais. Durante a metamorfose evidenciam-se o probóscide e o colar. As espécies americanas do género Saccoglossus desenvolvem-se diretamente, não passando por uma fase larvar.
Os enteropneustos possuem capacidade de regeneração, podendo regenerar a região do tronco, o probóscide e o colar.
Como referenciar: enteropneustos in Artigos de apoio Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2019. [consult. 2019-08-22 18:43:58]. Disponível na Internet: