enxaqueca

A enxaqueca caracteriza-se por uma dor de cabeça forte e incapacitante, de aparecimento periódico e localizada, afetando frequentemente apenas um dos lados da cabeça ou as órbitas e frontes. É uma dor pulsátil e latejante, intensificando-se com o esforço e os movimentos de cabeça. As crises de enxaqueca podem ser acompanhadas de outros sintomas, como náuseas, vómitos, fotofobia (intolerância à luz), fonofobia (intolerância ao som) e outras perturbações variadas, como, por exemplo, visuais.
A enxaqueca afeta 8 a 12% dos cidadãos dos países ocidentais, com maior incidência no sexo feminino, após a puberdade, surgindo, geralmente, entre os 20 e 40 anos, mas podendo também surgir na infância. Os principais tipos de enxaqueca são a enxaqueca sem aura (mais comum), enxaqueca com aura (15 a 20% dos casos, tendo um quadro clínico mais diversificado, com aparecimento de perturbações passageiras da visão e até paralisias parciais temporárias) e a enxaqueca menstrual (surge associada à menstruação).
O mecanismo de geração de uma enxaqueca é complexo, envolvendo vários processos a nível cerebral, com excitação e depressão de células, dilatação de arteríolas e libertação de substâncias químicas. Como fatores desencadeadores, para além da predisposição hereditária e das variações hormonais, algumas pessoas conseguem identificar certos sons, alimentos e luzes.
Não existe cura, podendo, no entanto, as crises ser reduzidas através da prevenção da exposição a fatores desencadeantes e do uso de medicação prescrita clinicamente, a qual, consoante os sintomas, pode passar por analgésicos simples, anti-inflamatórios, triptanos e derivados da ergotamina com cafeína, entre outros.
Como referenciar: Porto Editora – enxaqueca na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-28 19:45:43]. Disponível em