Éolo (romano)

Deus e senhor dos ventos, a sua lenda é essencialmente de raiz e desenvolvimento grego, ainda que tenha sido assimilado pelos Romanos, que, no entanto, pouco ou nada alteraram à sua história e atributos divinos. Entre os Romanos, Éolo era filho de Júpiter e de uma ninfa chamada Melanipe. Era ele quem estava na origem dos ventos e das tempestades, em terra ou no mar, agindo às ordens de Júpiter na primeira e de Neptuno no elemento marinho. A sua difícil distinção entre Gregos e Romanos radica também no facto de habitar e atuar a partir das ilhas que dele receberam o nome, as Eólias (ou Eólicas), junto à costa norte da Sicília. Ilhas vulcânicas ativas, ainda hoje, faziam parte daquilo que na Antiguidade Clássica se chamava de Magna Grécia, um território no sul da Itália colonizado por Gregos desde cerca do século VIII/VII a. C. Estes levaram consigo, naturalmente, a sua religião e os seus deuses. Um deles, Éolo, era mesmo dali originário, e por isso talvez tenha sido pouco ou nada alterado pelos Romanos. A sua ilha, que tinha na mitologia mesmo o nome de Eólia, era um pedaço de terra flutuante, rochoso e cercado por muralhas de bronze, correspondendo às atuais Stromboli ou Lipari. Ovídio, escritor romano, na sua novela sobre Alcíone, fala de um Éolo, o que era filho de Hipotas e rei da Eólia, o Senhor dos Ventos, embora na verdade o Autor se referisse a um filho de Heleno e de Orseis, que era o pai de Alcíone. De qualquer forma, este Éolo de Ovídio era um deus bondoso, que terá apoiado a sua filha Alcíone na sequência da morte de seu marido, Céix, no mar.
No capítulo I da Eneida, Virgílio conta que Juno (mulher de Júpiter) teria pedido a Éolo que desencadeasse uma tempestade para impedir Eneias de chegar a Cartago, no Norte de África.
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