epirogénese

Os movimentos verticais da crosta, designados epirogénicos, em sentido geral, são elevações ou afundimentos de zonas mais ou menos extensas que produzem pequena deformação da crosta e, em geral, não modificam de forma significativa a estrutura físico-química das rochas.
O processo diastrófico que os provoca supõe-se que ocorre no manto superior, devido a alterações da densidade de materiais do manto, em consequência de fenómenos térmicos. Admite-se a existência de reações na parte superior do manto, como a transformação de eclogitos em gabros ou a serpentinização de peridotitos. Destas transformações resultariam, em virtude das reações serem reversíveis, aumento ou diminuição do volume e, em consequência, o levantamento ou abaixamento da região correspondente.
Estas alterações provocam abaulamentos no interior das placas continentais, com raios da ordem das centenas de milhares de quilómetros. Os abaulamentos positivos formam extensas regiões elevadas, como a Meseta Ibérica, o Sara Central, etc. Os abaulamentos negativos originam extensas depressões, onde se acumulam espessas quantidades de sedimentos não enrugados, como acontece nas bacias dos rios Amazonas e Congo, no Lago Chade, etc.
A velocidade da evolução destes fenómenos e dos movimentos que provocam é muito lenta, em geral menos de um milímetro por ano, mas pode acelerar-se em determinadas épocas.
Os movimentos resultantes dos fenómenos de epirogénese - movimentos epirogénicos - são testemunhados nas regiões litorais, pela posição das massas continentais em relação ao nível do mar, excluindo as alterações provocadas por fenómenos eustáticos.
Como referenciar: Porto Editora – epirogénese na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-09-27 08:16:36]. Disponível em