epistolografia

Género de obras escritas em forma de carta e conservadas pelo seu valor histórico, filosófico, literário ou documental. Da epistolografia fazem parte quer as cartas dirigidas a uma personagem fictícia, quer a correspondência pessoal de um escritor, desde que tenham um valor histórico, filosófico, literário ou documental. Algumas cartas pessoais, que não visavam a publicação, também ganharam fama pelo seu valor literário, pelas informações que continham ou por constituírem documentos sobre factos que o autor presenciou ou nos quais participou. As cartas oferecem, por vezes, depoimentos vivos e pessoais de viagens, guerras e factos históricos relevantes. Entre essas, cabe citar as de Afonso de Albuquerque ao rei de Portugal, sobre os reveses e dificuldades na Índia, e a carta de Pero Vaz de Caminha, escrita em 1500 ao rei de Portugal, D. Manuel I, na qual relata o descobrimento do Brasil.

No século XVIII surgiram ainda os romances epistolares, como Les Liaisons Dangereuses (1782), de Choderlos de Laclos.

Eça de Queirós deixou alguns de seus conceitos sobre arte, política e religião e também opiniões sobre a existência nas suas cartas aos amigos e à família, colecionadas no volume póstumo Cartas Familiares (1904).
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