equilíbrio (economia)

Genericamente, o conceito de equilíbrio está associado ao de estabilidade, correspondendo assim a uma situação que caracteriza um determinado agente económico quando este se encontra estável, sem que as forças que sobre ele operam impliquem qualquer tendência para a mudança de situação.
A noção de equilíbrio é desde logo relativa, na medida em pressupõe a existência de situações anteriores (de eventual desequilíbrio) e de um contexto no qual se insira devidamente. De facto, há várias situações específicas e diferenciadas em que faz sentido a utilização do conceito de equilíbrio, que é assim também multifacetado.
Antes de mais, é importante apresentar dois critérios de classificação possíveis para o conceito de equilíbrio, que podem servir para caracterizar situações específicas em que ele se verifique: de acordo com a referência temporal do equilíbrio e de acordo com o grau de abrangência desse mesmo equilíbrio. Assim, de acordo com o primeiro critério, podemos falar em equilíbrio de curto prazo, cuja concretização se verifica durante um período de tempo curto, ou de longo prazo, que permanece de forma indefinida, sendo naturalmente mais estável. De acordo com o segundo critério, podemos falar em equilíbrio geral, no caso de se verificar para a globalidade de uma economia, e parcial, no caso de se verificar apenas num único mercado.
Ao nível do pensamento económico, há inúmeras situações em que é aplicável o conceito de equilíbrio, sendo as mais representativas as seguintes: equilíbrio concorrencial; equilíbrio macroeconómico; equilíbrio do consumidor; equilíbrio do produtor; equilíbrio da balança de transações correntes. Na maior parte dos casos, associados ao funcionamento dos mercados, o conceito de equilíbrio está associado ao ajustamento entre preços e quantidades e correspondente grau de satisfação dos agentes intervenientes, tanto do lado da oferta como da procura.
O equilíbrio concorrencial corresponde à situação de equilíbrio entre a oferta e a procura num mercado onde se verifica a situação de concorrência perfeita (com muitos produtores, muitos consumidores, informação perfeita, entre outros pressupostos). Esse equilíbrio, de acordo com os pressupostos assumidos, é atingido para o par preço-quantidade determinado pela interseção da curva da procura com a curva da oferta.
O equilíbrio macroeconómico corresponde à situação em que a procura agregada da economia iguala a sua oferta agregada esperada.
O equilíbrio do consumidor corresponde à situação em que este maximiza a sua utilidade, ou seja, em que dispõe do conjunto de bens que, de acordo com o rendimento e os preços, melhor satisfaz as suas necessidades.
O equilíbrio do produtor corresponde à posição em que este maximiza o seu lucro, não tendo portanto incentivo alterar as quantidades produzidas ou os preços em vigor. No modelo típico este equilíbrio, é atingido quando a receita marginal (receita obtida pela última unidade vendida) iguala o custo marginal (custo da última unidade produzida).
O equilíbrio na balança de transações correntes ocorre quando se verifica um equilíbrio de poderes entre uma economia e o seu exterior.
De destacar ainda que por vezes se fala em equilíbrios específicos que incluem nomes de autores, representando estes precisamente situações particulares de situações de equilíbrio descobertas por esses autores. Assim, por exemplo, o equilíbrio de Nash corresponde a uma situação de equilíbrio aplicável a uma situação de oligopólio que foi apresentada por John. F. Nash.
Como referenciar: Porto Editora – equilíbrio (economia) na Infopédia [em linha]. Porto: Porto Editora. [consult. 2021-10-28 11:53:56]. Disponível em