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Língua Portuguesa
Erico Veríssimo
Iniciou o curso de Farmácia na sua terra, não o concluiu e fixou-se de vez em Porto Alegre, onde nasce o escritor, com Fantoches (1932). É, porém, com Clarissa (1933) que se afirma o grande romancista. A carreira segue com Caminhos Cruzados (1935), Música ao Longe (no mesmo ano), Um Lugar ao Sol (1936), e Saga (1940).
A primeira fase complementa-se com os romances Olhai os Lírios do Campo (1938) e O Resto é Silêncio (1943), e com a novela Noite (1954).
Neste contexto afirma-se um modernista, interessado na paisagem brasileira do Sul, abordando o problema da imigração e suas consequências sociais, com base nos italianos, imigrantes nesse Estado. É evidente também a visão universalista que nos oferece na panorâmica da paisagem social de Porto Alegre, numa perspetiva moral e espiritual à qual não é alheia a sua base cristã.
Entretanto surge O Tempo e o Vento, composto de O Continente (1949), O Retrato (1951) e O Arquipélago (1961), sendo, naturalmente, esta trilogia a expressão mais significativa da sua obra. O assunto é a formação social de Rio Grande do Sul. E a obra surge em grandeza e em beleza, com a força da epopeia, com a delicadeza do lirismo e com a dinâmica do drama, afirmando-se o escritor do povo, ligado às origens e à constituição das fronteiras do seu Estado natal, contra os invasores castelhanos.
Todas estas vertentes e mais lutas de natureza político-social estão na origem de outras novelas. A sua linguagem é fluente, correta, vigorosa, e, embora tenha escrito biografia histórica e literatura infantil e modernamente o erotismo aflore em Solo de Clarineta, é como romancista que se afirma, ligado ao Modernismo, sempre atento à estrutura da obra, acusando a influência do romance em língua inglesa, quer o norte-americano, quer o inglês contemporâneo.
Morreu ao cabo de sete décadas de vida (1975), em Porto Alegre, Brasil.
